O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma das culturas que melhor se adaptam ao semiárido baiano — tolerante ao déficit hídrico, ciclo curto (90 a 120 dias), boa rentabilidade por área e demanda crescente nos mercados nacional e internacional. Em 2026, o crescimento do consumo de amendoim gourmet, pasta natural e proteína vegetal abriu novas oportunidades que vão além do mercado tradicional de óleo e ração.
Adaptação ao semiárido
- Raízes profundas que acessam água em camadas mais profundas do solo
- Capacidade de reduzir o metabolismo em períodos de seca curtos (até 15-20 dias)
- Demanda hídrica total de 400 a 600 mm durante o ciclo — dentro da pluviometria de muitas regiões do semiárido baiano no período chuvoso
- Fixação biológica de N — reduz custo de adubação nitrogenada
Cultivares indicadas pela Embrapa para o Nordeste
- BRS 151 L7: rasteiro, grão grande, ciclo de 90 dias. Alta produtividade, resistente a Cercospora
- BRS Havana: tegumento creme claro, muito valorizado no mercado gourmet — produtividade de 2 a 3 t/ha
O mercado de amendoim em 2026
- Pasta de amendoim natural: crescimento de 200% nos últimos 5 anos impulsionado pela cultura fitness — R$ 20 a R$ 50/kg
- Amendoim gourmet torrado: variedades especiais vendem a R$ 20 a R$ 50/kg em mercados premium
- Exportação: países africanos, Oriente Médio e Europa são destinos crescentes
Manejo básico para alta produtividade
- Solo arenoso a franco-arenoso, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
- Semear a 5-7 cm de profundidade, espaçamento de 60-70 cm, 10 a 15 plantas/m²
- Inoculação com Bradyrhizobium específico para amendoim + 40-60 kg P₂O₅/ha
- Cálcio foliar no início da frutificação — essencial para os legumes subterrâneos
- Colheita quando 70-80% das vagens tiverem tegumento amarronzado por dentro
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Sou Joelto Vieira, Engenheiro Agrônomo. Consultoria técnica, análise de solo, recomendação de adubação, projetos Pronaf, laudos e receituário agronômico.