Se você nunca fez análise de solo na sua propriedade, você está tomando decisões de adubação no escuro. Isso significa que pode estar gastando dinheiro com nutrientes que o solo já tem em excesso — ou, pior, não repondo os que estão faltando.
A análise de solo é o investimento com melhor custo-benefício da agricultura. Uma análise custa entre R$ 30 e R$ 80 e pode revelar o caminho para aumentar a produtividade em 20, 30 ou até 50%.
O que a análise de solo revela
- pH: Indica a acidez do solo. É o fator mais importante porque controla a disponibilidade de quase todos os nutrientes.
- Matéria orgânica: Indica a "vida" do solo. Solos com alta matéria orgânica têm melhor estrutura e retêm mais água.
- Fósforo (P): Essencial para o desenvolvimento radicular e floração.
- Potássio (K): Fundamental para a qualidade dos frutos e resistência a doenças.
- Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg): Indicadores da necessidade de calagem.
- CTC: Capacidade do solo de reter nutrientes.
Como coletar amostras corretamente
- Divida a área em glebas homogêneas.
- Colete de 15 a 20 subamostras por gleba com trado ou enxadão, até 20 cm de profundidade.
- Misture todas as subamostras em um balde plástico limpo.
- Retire uma amostra de 500g e coloque em saco plástico identificado.
- Leve ao laboratório em até 48 horas ou seque à sombra antes de enviar.
Como interpretar o laudo
- pH abaixo de 5,5: Necessidade de calagem com calcário.
- Fósforo baixo: Adubação fosfatada com superfosfato simples ou termofosfato.
- Potássio baixo: Adubação com KCl ou sulfato de potássio.
- Matéria orgânica baixa: Incorporação de compostos orgânicos ou esterco.
Quando fazer
O momento ideal é 90 dias antes do plantio. Mas a análise é válida a qualquer momento — se você nunca fez, faça agora independente da época.
Tem dúvidas sobre como interpretar seu laudo? Me manda nos comentários — respondo todas.