O oeste da Bahia — especialmente Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Formosa do Rio Preto e São Desidério — é o maior polo algodoeiro do Brasil, responsável por mais de 50% da produção nacional de pluma. A cultura chegou ao Cerrado baiano nas décadas de 1980/90 e hoje é manejada por grandes produtores altamente tecnificados. Em 2026, o algodão enfrenta preços internacionais pressionados pela oferta global, mas com competitividade sustentada pelo câmbio favorável.
Custo de produção — o algodão exige capital alto
| Item | Custo estimado (R$/ha) — Cerrado BA 2026 |
|---|---|
| Sementes | R$ 800 a R$ 1.200 |
| Fertilizantes | R$ 3.000 a R$ 4.500 |
| Defensivos | R$ 4.500 a R$ 6.000 |
| Operações | R$ 3.000 a R$ 4.000 |
| Custo total médio | R$ 12.000 a R$ 16.000/ha |
Com produtividade de 250 a 350 arrobas de pluma por hectare e preço de R$ 90 a R$ 110/arroba em 2026, a receita bruta fica entre R$ 22.500 e R$ 38.500/ha — margem positiva, mas que exige gestão rigorosa de custos e proteção de preço.
Os maiores riscos do algodão em 2026
- Bicudo-do-algodoeiro: populações resistentes a inseticidas têm causado danos crescentes mesmo com alto volume de aplicações
- Ramularia: doença fúngica em expansão nas lavouras brasileiras, exige programa de fungicidas bem planejado
- El Niño 2026/27: déficit hídrico no Cerrado baiano pode comprometer o desenvolvimento dos capulhos
- Câmbio: cotado em dólar em Nova York — qualquer valorização do real impacta a receita em reais
🌿 Precisa de assistência técnica na sua propriedade?
Sou Joelto Vieira, Engenheiro Agrônomo. Consultoria técnica, análise de solo, recomendação de adubação, projetos Pronaf, laudos e receituário agronômico.