O confinamento bovino responde por uma parcela crescente da produção de carne no Brasil — em 2025, sistemas de confinamento e terminação intensiva a pasto responderam por 23% dos bovinos abatidos. Os números refletem a pressão por maior eficiência. Mas confinar sem calcular é uma das formas mais eficientes de perder dinheiro na agropecuária. A margem depende de três variáveis em equilíbrio: preço do boi magro, preço do boi gordo e custo da dieta.
A dieta de confinamento — composição e proporções
| Ingrediente | % na MS | Fornecimento (kg MN/animal/dia) |
|---|---|---|
| Silagem de milho | 45% | 20-25 kg |
| Milho grão moído | 30% | 4-5 kg |
| Farelo de soja | 10% | 1,5-2 kg |
| Polpa cítrica / bagaço | 12% | 2-3 kg |
| Núcleo mineral + ionóforo | 3% | 0,4-0,5 kg |
Como calcular se o confinamento vai dar lucro — ANTES de comprar o boi
1. Custo da dieta: consumo diário (kg MS) × preço/kg MS × dias de confinamento
2. Custo operacional: mão de obra, medicamentos, energia, depreciação (R$ 100-180/animal)
3. Receita esperada: peso de saída × (1/30 arroba/kg) × preço da arroba
4. Preço máximo do boi magro = Receita – Custo da dieta – Custo operacional
Se o preço pedido for menor que esse valor: confinamento tem margem positiva.
Se for maior: o confinamento vai dar prejuízo nessas condições.
Ionóforos — tecnologia que melhora a eficiência
Monensina sódica e lasalocida são aditivos que modificam a fermentação ruminal, aumentando a eficiência de uso dos alimentos em 8 a 12%. Em um confinamento de 90 dias, essa melhora pode reduzir o custo de alimentação em R$ 60 a R$ 120 por animal — impacto significativo na margem.
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Sou Joelto Vieira, Engenheiro Agrônomo. Consultoria técnica, análise de solo, projetos Pronaf, laudos e receituário agronômico.